Criar um Site Grátis Fantástico
Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese
ONLINE
11


a

A

HIS

A


EXPUL. DOS JESUÍTAS

 A

Expulsão dos jesuítas

 

A chamada expulsão dos jesuítas foi um evento da história de Portugal que teve lugar no reinado de D. José I.

Declaro os sobreditos regulares,os Jesuítas, rebeldes, traidores, adversários e agressores que estão contra a minha real pessoa e Estados, contra a paz pública dos meus reinos e domínios, e contra o bem comum dos meus fiéis vassalos mandando que efetivamente sejam expulsos de todos os meus reinos e domínios.

História

  Antecedentes

O quadro político da Europa neste período era marcado por regimes monárquicos absolutistas, cujas práticas eram contestadas pelas ideias do Iluminismo.

Nesse cenário tinha lugar o chamado Despotismo esclarecido, personificado em Portugal pela figura do marquês de Pombal.

Como exemplo dessas práticas, eram correntes no país o Regalismo e o Beneplácito Régio.

O primeiro manifestava-se na intervenção direta do Estado em matéria religiosa e na diminuição dos poderes do Papa.

A influência das ideias jansenistas e anglicanas era notória, trazidas pela influência do absolutismo francês e das tendências anti-romanas manifestadas por alguns setores do clero.

O Beneplácito Régio, enquanto demonstração do Regalismo, está relacionado, em Portugal, com a supremacia da Secretaria de Estado em relação aos tribunais e instituições papais, cujos documentos bulas, breves necessitavam ser submetidos à apreciação do poder régio para a respectiva execução.

É à luz destas duas manifestações iluministas reinantes na política religiosa portuguesa ao tempo do marquês de Pombal que se regista a perseguição e expulsão da Companhia de Jesus do país, congregação religiosa com grande ascendência, a todos os níveis, principalmente após a Restauração da Independência 1640.

Com claro domínio das esferas da Corte, das Missões na América e no Oriente, do ensino, da cultura intelectual, a Companhia despertou a desconfianças dos governantes e rivalidades de outras ordens religiosas e do clero secular.

Estavam assim criadas as condições para a antipatia pombalina para com os religiosos desta Ordem.

Para Pombal, a Companhia constituía-se num obstáculo à condução da sua política de reformas.

Subjugada a nobreza com o Processo dos Távoras e setores do povo com a repressão ao motim do Porto Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, adivinhava-se uma perseguição ao clero.

a

  As questões Jesuítas no Brasil

Na América Portuguesa, a ação missionária da Companhia de Jesus fora determinante para a formação territorial.

Historicamente, entretanto, existiam atritos com os colonos, nomeadamente no Estado do Maranhão, a quem acusavam de explorar a mão-de-obra indígena de forma sangrenta.

Este diferendo teve episódios diversificados em que se destacaram a ação do Padre António Vieira 1608-1697 e a própria Revolta de Beckman 1684, a que se somaria no século seguinte, no sul do Estado do Brasil, a questão dos Sete Povos das Missões e a Guerra Guaranítica 1753-1756.

  As reformas Pombalinas deflagaram muitas mudanças, dentre elas a expulsão dos Jesuíta das colonias portuguesas e até de Portugal.

 A expulsão dos Jesuítas

Após o Sismo de Lisboa de 1755, percebendo no episódio uma oportunidade para reforma dos costumes e da moral, o padre jesuíta Gabriel Malagrida escreveu um opúsculo sobre moral do qual ofereceu exemplares a José I de Portugal e ao marquês de Pombal.

Este último, entretanto, entendeu a oferta e as exortações moralistas do religioso como uma insinuação acusatória, pelo que desterrou o religioso para Setúbal.

Pouco tempo depois, Pombal acusou os jesuítas de instigarem os motins contra a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro Porto, 1757, para além de extinguir as missões no Brasil e libertar os indígenas, agora sujeitos ao Estado.

Os jesuítas, a tentar explicar a situação em que ficavam no Brasil, foram também expulsos da Corte em 1757.

Nesta mesma data, Pombal inicia a sua campanha antijesuítica em Roma, acusando os padres da Companhia de praticarem comércio ilegal no Brasil e de incitarem as populações contra o governo.

Averiguando a situação relatada pelo Ministro Português, a Santa Sé recebeu informações - manipuladas por aquele – sobre a veracidade das acusações feitas à Companhia de Jesus.

Como resultado, os jesuítas foram suspensos de confessar e pregar em Lisboa, e o informador, o Cardeal Saldanha, foi recompensado com a cadeira patriarcal no ano seguinte 1758.

O ano de 1758 é marcado pelo início da perseguição que culminou com o Processo dos Távora, devido a um misterioso ferimento num braço de D. José, que Pombal insinuou ser obra daquela família em conluio com os jesuítas.

Em 1759 Pombal enviou um relatório oficial a Roma acerca do ferimento de D. José, mas este acabou por ter poucas repercussões na Santa Sé.

a

Em 3 de setembro desse ano 1759 Pombal faz publicar um Decreto que cita os jesuítas, com tantos, tão abomináveis, tão inveterados e tão incorrigíveis vícios rebeldes, traidores, adversários e agressores, contra a paz pública dos meus reinos e domínios" e, em consequência, declara-os "desnaturalizados, proscritos e exterminados" em Portugal e nas suas colónias.

Foram confiscados os bens da Companhia e urdida uma campanha popular contra os jesuítas, a quem se reputa serem "ímpios e sediciosos".

Inicia-se a deportação de alguns religiosos para os Estados Pontifícios e as encarcerações de outros em Lisboa.

Malagrida, já com avançada idade e debilitado pelas missões no Estado do Maranhão, ao fim de três anos nas masmorras, foi publicamente supliciado na capital, a 21 de setembro de 1761.

Sobre o tema, Voltaire, em França, considerou o evento como "um excesso ridículo e absurdo junto ao excesso de horror".

O sentimento antijesuítico de Pombal nunca o abandonou, levando-o mesmo a escrever acerca do que pensava daqueles religiosos na sua "Dedução Cronológica" publicação assinada por José Seabra da Silva.

Chegou mesmo a afirmar que todos os males de Portugal se deviam aos jesuítas, ideia que foi acolhida na Europa por outros adversários da Companhia.

De fato, França, Espanha e Nápoles imitaram Portugal, iniciando-se uma pressão contra os jesuítas tão grande na Europa que o Papa Clemente XIV, no breve "Dominus ac Redemptor", de 21 de Julho de 1773, suprimiu a Companhia na Europa.

Esta só veio a ser restaurada em 1814, a partir da Rússia, ainda que Portugal não consentisse na sua readmissão.

FONTE WIKIPÉDIA

q

a

a

a

a

a

a

a

a

a

a

A

a

a

a

a

A